Sonhos de Poesia
quarta-feira, 5 de março de 2014
Bom dia
Acordei e vim à varanda ver a luz
Lembrei-me de olhar o meu jardim
Com aquele belo sorriso que seduz
Ao olhar senti que sou feliz assim.
Admirei o sol a brilhar sobre as flores
Com reflexos de um brilho tão intenso
Que pareciam ser todas multi-cores
Naquele belo paraíso a que pertenço.
Nestas mistura de perfumes e cores
Sinto-me feliz e tranquila ao acordar
São maravilhas onde criamos valores
Que a natureza tem sempre para dar.
Ao acordar e ver maravilhas tão belas
Dá-me prazer e uma grande euforia
Porque foi ali que eu criei todas elas
E quando me levanto lhe digo bom dia.
Arlete Anjos
14/10/2013
Uma janela para o mundo
Ao abrir a janela do meu coração
Que eu já tinha fechado a cadeado
Eu senti que tinha o mundo na mão
Depois de outro amor ter encontrado.
Esse amor que quis juntar-se a mim
Sem reservas e com um coração puro
Percebi então que tudo tem um fim
Que nos vai levar a um porto seguro.
Esse porto onde eu vou poder guardar
Minha vida, meu amor e minha paz
Quero nele sempre poder encontrar
A alegria que o verdadeiro amor traz.
Não quero viver um amor apaixonado
Que ao fim traga sofrimento profundo
Quero viver um doce amor sossegado
Que me abra uma janela para o mundo.
De Arlete Anjos
24/02/2011
A Saudade
A saudade não se vê
A saudade sente-se e faz doer
Hoje eu pergunto-me porquê
Qual a razão de tanto te querer.
Eu quero-te tanto amor
Não te posso ter comigo
A distância entre nós provoca dor
Esquecer-te eu sei que não consigo.
Pensarei em ti a todo o momento
Porque o amor é forte,não acabará
Meu coração sofre,que tormento
Sem saber se algum dia mais te verá.
Amo-te tanto,e a dor é tão grande
Nesta ausência o amor persiste
No meu intimo o amor se expande
E,de te esperar não mais desiste.
A felicidade é sonho que anseio
Ver realizado amor,nos teus braços
Por te amar tanto,não sinto receio
De me unir a ti,por mais fortes laços.
De Arlete Anjos
31/01/2010
Renascer
Renascer é um novo recomeçar
Romper as malhas da tradição
Reler o que é bom de recordar
Reavivar o palpitar do coração.
Rompidas as grossas correntes
Revejo em mim só esta tortura
Recorro a lembranças recentes
Rio de mim com alguma loucura.
Recuar no tempo não nos dá vida
Recomeçar é sempre uma opção
Rir do mundo onde antes perdida
Ruiu a minha esperança e ilusão.
Renascerei das cinzas como quero
Recuperarei a minha vida então
Renascendo eu farei tudo e espero
Relembrar que nada foi em vão.
Arlete Anjos
20/02/2008
Folhas amarelecidas
Sou vento que meu livro folheia
Ao soprar pela janela aberta
Como que a ler sobre a vida alheia
Vai passando cada folha incerta.
E o meu livro de textos marcantes
Segreda ao vento para ele ouvir
Nele tudo são palavras vibrantes
Que revelam tudo sobre meu sentir.
Lá fora a chuva cai de mansinho
E eu tomando uma frugal refeição
Faz sentir ali todo o meu carinho
Descrevendo nele toda a emoção.
Meu sonho sempre foi ser feliz
Em todas as etapas por mim vividas
Aos poucos eu consegui o que quis
Através destas folhas amarelecidas.
Arlete Anjos
01/08/08
Nosso amor
Nosso amor é real
Tão real como nós dois
Aconteceu no momento
E não terminou depois.
Nosso amor é uma chama
Acesa a todo o instante
No coração de quem ama
Jamais estará distante.
O nosso amor é um elo
Corôa de nossas vidas
Mesmo distante é tão belo
As distâncias são vencidas.
Nosso amor é fortaleza
É beleza, sol e vida
É nossa grande riqueza
Que nunca será perdida.
Nosso amor é ouro em pó
É a vida em nossa mão
Nunca me sentirei só
Estás no meu coração.
De Arlete Anjos
12/02/2010
Na beira do rio
Recordo o sitio onde eu te conheci
Era menina e nem sabia quem eras
Lembro os teus olhos quando te vi
Lindos e brilhantes como estrelas.
Andávamos na escola nesse tempo
E tu andavas noutra mais distante
Só nos víamos por vezes um momento
Que belo era para nós aquele instante.
Éramos crianças e juntos brincamos
Nos campos onde ambos morávamos
Como era bom,e agora recordarmos
Esses belos momentos que passávamos.
Nossas brincadeiras eram tão simples
Às escondidas,ou então à apanhada
E como nesse tempo éramos tão felizes
Só queríamos estar juntos e mais nada.
Nem eu nem tu,sabíamos nada do amor
Mesmo assim disseste que me namoravas
Eu tive medo e senti nas faces um calor
Não sabia que tu logo ali me beijavas.
Incrédula e sem saber o que havia de fazer
Desatei a correr com medo da minha mãe
Não fosse ela estar à espreita e me ver
Ou então poderia aparecer mais alguém.
Vim então a descobrir e agora é tarde
Que devemos dar às coisas a importância
Quando lembro,no meu peito ainda arde
A lembrança do amor da minha infância.
Mas o tempo passou,não mais nos vimos
Em tantos anos distantes, há o vazio
Mas ainda lembro bem o que sentimos
Quando nos conhecemos na beira do rio.
Arlete Anjos
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